PP se nega a participar da CPI das Associações Militares do Ceará

A composição da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai investigar o destino de recursos recebidos pelas associações ligadas à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Ceará, com envolvimento no motim de 2020, vem sendo discutida na Assembleia Legislativa estadual.

A bancada do Progressistas (PP), partido da base governista no Ceará, decidiu não indicar membros. O PP tem a vaga e, conforme as regras da Casa, deve ser indicada. A questão é que não há previsão no Regimento Interno para o caso de o partido não querer indicar um nome.

Nos bastidores, a decisão pegou os aliados de surpresa e está causando um mal-estar. AJ Albuquerque, presidente estadual e vice-presidente nacional do partido, se reuniu com os membros durante a semana. A reunião contou com a participação do deputado licenciado da Assembleia, Zezinho Albuquerque (PDT), atual secretário de Cidades do Estado. Além de ser pai de AJ Albuquerque, Zezinho mantém forte influência sobre o Progressistas.

Vale ressaltar que Ciro Nogueira, ministro da Casa Civil, é presidente nacional do PP. A base de Jair Bolsonaro (sem partido) já demonstrou ser contra a CPI estadual. O fato pode ter influenciado no Ceará, apesar de alguns deputados do partido demostrarem que o motivo da decisão foi por não haver parlamentares ligados ao tema da segurança pública.

Os líderes partidários têm até esta sexta-feira (20) para protocolar os nomes que farão parte da CPI.

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