Após Lula falar sobre PDT no Rio, presidente do partido diz que está aberto ao diálogo com o petista

No último sábado, 12, Lula disse a jornalistas que “jamais” irá tratar o PDT como inimigo político. Já em conversas com aliados mais próximos, lamentou que Ciro Gomes estivesse distante da negociação para a formação de uma frente ampla contra Bolsonaro. O ex-presidente foi durante o fim da última semana ao Rio de Janeiro para articular alianças na disputa pelo estado e montar seu palanque para 2022. Ciro tem mirado seu poder de fogo político em Lula, que prefere não retrucar. O ex-governador cearense fez uma indireta, em suas redes sociais, citando uma frase de Lula sobre o trabalhador “comer picanha e beber cerveja”.

Após as declarações do petista, o presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, afirmou que a sigla está aberta sim ao diálogo, desde que não haja de imediato a imposição de nomes para disputas eleitorais. A fala do pedetista é uma resposta ao ex-presidente, que além de lamentar o distanciamento com o PDT, manifestou também o desejo de conversar com Ciro sobre uma possível aliança ampla para a sucessão presidencial.

“Diálogo está aberto a todos os democratas que querem derrotar o profeta da ignorância, sem imposição de nomes”, disse Lupi, fazendo menção ao presidente Jair Bolsonaro. “Em política você sempre trabalha com a tese de que nada é impossível. Se o PDT decide que o Ciro é candidato, é um direito do PDT […] Da nossa parte, nós jamais trataremos o PDT como inimigo. O PDT é um adversário eleitoral, e a gente vai disputar da forma mais civilizada possível”, disse ainda Lula durante a fala no Rio,

Questionado se os atritos entre os dois não atrapalhariam conversas entre Lula e Ciro, Lupi disse que a “política tem seu tempo” e afirmou que, independentemente de qual seja o candidato que chegará ao segundo turno, PT e PDT estarão juntos nesse momento como estiveram em outras ocasiões, como lembrou o pedetista: “A política tem seu tempo, das diferenças e das aproximações. Estaremos juntos no segundo turno, relembre Brizola e Lula em 1989.” Na ocasião, Lula havia passado por uma diferença apertada contra Brizola para o 2º turno contra Fernando Collor. O feito porém não se repetiu entre as siglas em 2018: Fernando Haddad, que herdou a candidatura de Lula, foi para o enfrentamento direto contra Bolsonaro e não contou com Ciro em seu palanque, já que o pedetista preferiu viajar para Paris após conseguir 12% dos votos.

Com informações do jornal O Globo

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