Presidenta do SINDSEP comenta que orientou professores a se vacinarem, mas diz que Sindicato irá recorrer contra a declaração imposta pelo poder público em troca do imunizante

Nas últimas semanas, o governo do estado do Ceará anunciou que iria iniciar a vacinação em massa dos profissionais da educação (professores e funcionários escolares). A imunização foi lançada em nível estadual, mas cada prefeitura construiu seu calendário. Quixadá anunciou com certo atraso a data para o processo, contudo, o que chamou atenção foi a intensa discussão a respeito de um termo obrigatório que teria de ser lavrado por quem fosse tomar a vacina.

O estado apresentou um modelo de declaração, na qual os servidores da educação, pública e privada, se comprometiam a, após tomar a vacina, ir para sala no momento que fosse convocado. O termo, que gerou inúmeras críticas, também chegou em Quixadá, onde o Sindicato dos Servidores Públicos questionou suas pautas por serem extremamente duras e inflexíveis. A questão chegou as discussões e grupos de redes sociais da cidade. A questão é que o termo funcionou como uma moeda de troca: Só seria imunizado o professor que assinasse o documento se comprometendo a voltar para sala, mesmo antes do fim da pandemia. Em declaração feita a equipe do Jornal do Ceará, Neiva Esteves, presidenta do SINDSEP comentou a situação.

Segundo Neiva, a gestão não voltou atrás ou pautou a discussão de forma ampla, com a participação da representação sindicalista. O procurador do município conversou com o sindicato, informando que o mesmo faria parte do Comitê deliberativo que teria como fim operacionalizar essa fase da imunização. Contudo, a prefeitura, até o momento, não havia marcado nenhum encontro ou discutido com as representações da categoria. Neiva disse ainda que, partindo de uma atitude necessária dado o contexto, a posição do sindicato com a apresentação surpresa do calendário de vacinação dos professores na cidade foi pela orientação aos profissionais em se vacinarem, mesmo tendo que assinar a declaração; a presidenta ressalta, porém, que a situação não permanecerá assim pois o sindicato irá “a luta” contra a obrigatoriedade do termo, que considera “muito pesada” a situação de troca enfrentada pela categoria.

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