Em plena Semana do Meio Ambiente, Quixadá tem algo a comemorar?

Durante a chamada ‘semana do meio ambiente’, que acontece entre os dias 1 e 5 de junho, teria Quixadá, no Sertão Central cearense, o que comemorar?

A imagem acima faz parte da campanha da Associação de Imprensa do Sertão Centra, do Sindicato dos Radialistas e Publicitários do Ceará e da equipe do Jornal do Ceará de conscientização sobre a data e mostra uma das maiores tragédias ambientais do município de Quixadá: a morte do rio que corta a cidade, o Sitiá. O rio, que serviu como um dos responsáveis pela construção do Açude Cedro na cidade, e corta o centro urbano quixadaense, é considerado ‘temporário’, pois atinge cheias apenas em períodos chuvosos, contudo, mesmo nesses, encontra dificuldades para voltar a sua plenitude.

A cidade se desenvolveu sem o planejamento adequado, e residências e bairros inteiros, sem esgotamento sanitário adequado, jogam seus dejetos dentro do curso nativo do rio. Construções irregulares -sem autorização do poder público- e muito lixo transformam o rio em um ‘esgoto a céu aberto’ que alaga, sem seu espaço originário, durante as chuvas e invade dois grandes bairros de Quixadá: Rodoviária e Lagoa. Para além de tudo isso, Quixadá conta com outros problemas ambientais, como a falta de arborização nativa, morte da fauna e nenhuma política pública de meio ambiente. Até quando a cidade estará assim? Sai gestão e entra gestão, mas nenhuma medida é tomada. Poucos trabalhos já foram realizados até agora.

Tentativas de desassorear a lagoa e o leito do rio foram tomadas no passado, e iniciativas como um mega projeto de saneamento básico chegou a sair do papel, mas nada foi além disso para sanar os problemas, nem tornaram-se políticas permanentes. Há muita fala em tempo de eleição e pouca prática após ela.

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