Presidente do PDT no Ceará comenta possível rompimento do partido com o PT

O presidente estadual do PDT no Ceará, deputado Federal André Figueiredo, durante visita a cidade de Russas, fez declarações ao Jornal do Ceará. O deputado elaborou uma breve avaliação sobre o quadro político atual e eleitoral que vai se construindo para o ano que vem. André ressaltou a postura de oposição ao presidente Bolsonaro e citou o trabalho da CPI. O deputado disse que a volta do ex-presidente Lula ao jogo político, a queda de popularidade do presidente e a construção de uma terceira via em torno de Ciro Gomes são possibilidades levantadas.

O parlamentar ressalta que no âmbito estadual as siglas andam juntas e que, para o ano que vem, imagina que o melhor caminho seria o atual governador, Camilo Santana, do PT concorrer a vaga para o Senado Federal, enquanto o PDT ficaria com a disputa pelo cargo de governo na chapa majoritária. André diz que é totalmente possível que os partidos no estado trabalhem com dois palanques, um para Lula e outro para Ciro, desde que haja respeito recíproco, já que o mais importante é tirar o Brasil de uma “crise interminável” e fazer com que o Ceará “continue sendo esse exemplo de gestão”, nas palavras do próprio deputado.

Sobre as recentes conversas envolvendo alas do PT sobre um rompimento com PDT, inclusive com a disposição de nomes como dos deputados federais petistas José Airton e Luizianne Lins, o representante do partido de Ciro disse vê com naturalidade as movimentações políticas de figuras “individuais” e que uma aliança, ao menos em nível estadual, dos partidos é possível. O parlamentar comenta que, independente do PT lançar candidato, o ex-presidente Lula terá um palanque forte no estado, e uma respeitabilidade também.

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