José Airton fala sobre rompimento do PT com PDT e em possível candidatura para 2022

Em entrevista exclusiva ao radialista Luis Lopes nas rádios Progresso, de Russas, e Meio Norte, de Quixadá, o deputado federal pelo PT, José Airton Cirilo, comentou sobre sua atuação na Câmara, recursos destinados ao estado do Ceará, bem como a conjuntura política que se arruma para o próximo pleito, em 2022. Confira os destaques da fala de José.

Em relação a política nacional e as recentes declarações de Lula, que em recente entrevista a uma revista francesa, anunciou que se candidatará contra Bolsonaro, Airton fez uma ponderação sobre a atual situação do Brasil, rechaçando as políticas do presidente Bolsonaro, principalmente em relação a pandemia da Covid-19. Com a anulação dos processos de Lula e a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, o parlamentar diz que Lula tem todas as condições de ser candidato elegível, por ter feito um excelente governo quando presidente e ser um dos maiores líderes políticos vivos do mundo; dessa forma, Lula seria o nome natural do PT -dado isso, Airton diz que é também natural que o partido tenha um postulante ao governo no estado.

O deputado já foi candidato a governador do estado em 2002, quando perdeu, no 2º turno, a eleição para Lúcio Alcântara, apoiado pelo então governador cearense da época, Tasso Jereissati. A disputa foi a mais acirrada da história republicana cearense: menos de 3 mil votos separaram José Airton do governo da terra da Luz. Na entrevista, o petista relata que a vitória naquela eleição foi “tirada” dele por uma fraude. Indagado por Luis Lopes se o representante do partido na disputa pelo Palácio da Abolição seria ele, José Airton diz que não teve encontros presenciais recentes com Lula, mas que o ex-presidente, em diversas ocasiões e inclusive reuniões com Eunício Oliveira, do MDB, falou em seu nome como possibilidade; o parlamentar comenta que as declarações de ataque feitas pelo ex-ministro Ciro Gomes não são responsáveis, principalmente as últimas, quando Ciro apontou Lula como “maior corruptor” do país.

Nomes como o dele e da ex-prefeita da capital Fortaleza, Luizianne Lins, estão “a disposição” do Partido dos Trabalhadores, segundo sua resposta ao radialista. Quanto ao que seria melhor para o palanque da sigla no estado em 2022, o deputado diz que Lula deve ter um espaço forte no Ceará, e que para isso, é evidente que o PT tem de ter candidato a governador; sobre a posição do governador Camilo Santana, José Airton diz que “está cedo” para falar do pleito e que não tem, até o momento, a decisão de Camilo, se deixa o governo em março do ano que vem para a disputa no Senado, ou permanece até dezembro, apenas apoiando sua sucessão. O parlamentar diz que o ideal seria o governador ficar e apoiar o possível candidato a governador, desde que a figura apoie Lula -e isso dificulta uma parceria com o PDT, por exemplo- mas que qualquer decisão, além de passar pelo crivo do Diretório petista, também caberá ao próprio Camilo.

O parlamentar ressalta que seria cedo para conversar sobre candidaturas, e que a luta no momento é pelo enfrentamento à pandemia, mas que também tem reuniões marcadas com representantes de outros partidos, dentre eles o próprio Eunício, na busca pela construção de um palanque estável para o patido e uma candidatura de Lula. Uma aliança com o PDT está difícil e, perguntado por Luis Lopes, em uma escala de 0 a 10, a possibilidade das siglas caminharem juntas ano que vem, José Airton responde que seria ‘5’, voltando a falar da relação estremecida e os ataques dos Ferreira Gomes.

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