CPI da Covid: Ernesto Araújo, ex-chanceler de Bolsonaro, é ouvido por senadores

O ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo participa de oitiva, nesta terça-feira, 18, na Comissão Parlamentar de Inquérito que apura possíveis omissões do Governo Federal no enfrentamento da pandemia da Covid-19. A convocação do diplomata foi requerida por Marcos do Val, do Podemos-ES e por Alessandro Vieira, Cidadania-SE. Segundo o parlamentar capixaba, enquanto Araújo esteve na frente do ministério o País “executou na política externa o negacionismo de Jair Bolsonaro na pandemia, o que teria feito o Brasil perder um tempo precioso nas negociações por vacinas e insumos para o combate à doença”. Já o senador sergipano tem o objetivo de obter informações exatas sobre os termos de atuação da pasta para conseguir trazer imunizantes e insumos médicos para o País.

O diplomata era integrante da conhecida ala ideológica do Governo Bolsonaro e teve atritos com diversos parceiros comerciais do Brasil, principalmente com a China.  O país asiático é o principal exportador da matéria-prima utilizada tanto pelo Instituto Butantan quanto pela Fundação Oswaldo Cruz, a Fiocruz, na produção de imunizantes contra o Coronavírus. Vez por outra, as relações comerciais entre os países ficou rachada, fossem por falas do ex-ministro, dos filhos ou do próprio Bolsonaro. A China, além de fornecedora dos insumos, é o maior parceiro comercial do Brasil no exterior.

Entre as declarações iniciais, Ernesto admitiu que recebeu uma carta da empresa farmacêutica Pfizer, sobre a oferta de 70 milhões de doses de seu imunizante para o Brasil, com um cronograma montado que garantiria o país o início da imunização ainda em 2020. O ex-ministro do Itamaraty, porém, disse que não comunicou a oferta da carta ao presidente Bolsonaro. Essa afirmação, porém, vai de encontro ao declarado pelo representante da Pfizer na América Latina, já escutado pela comissão na última semana. Carlos Murillo disse que não só Araújo, como diversas outras autoridades brasileira receberam o comunicado da empresa, incluindo o presidente e os ministros da Saúde e Economia.

Com informações do Diário do Nordeste

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