STJ mantém Wilson Wiltzel afastado do cargo de governador do Rio de Janeiro por 14 votos a 1

Afastado por 180 dias, na última sexta-feira (28), o governador do Rio Janeiro, Wilson Wiltzel, permanecerá distante do Executivo fluminense, foi o que decidiu, nessa quarta-feira (2), a corte especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ), composta por 15 ministros.

Apesar de Wilson Wiltzel negar as acusações de possíveis práticas de corrupção, 14 dos 15 ministros acompanharam a decisão do relator, ministro Benedito Gonçalves e votaram a favor do seu afastamento. Apenas um foi a favor do retorno do político às suas funções.

O governador teve suas funções interrompidas na Operação Tris In Idem, que investiga irregularidades e desvios em recursos da saúde do Rio de Janeiro.

A Procuradoria Geral da República (PGR) acusa Wilson Wiltzel de receber por intermédio do escritório de advocacia de sua esposa, Helena Wiltzel, pelo menos R$ 554,2 mil em propina. Já Ministério Público Federal (MPF) descobriu a transferência de R$ 74 mil para conta pessoal do governador feita pela primeira-dama do estado.

A origem do dinheiro recebido por Wilson Wiltzel seria do Governo do Rio de Janeiro, que estabeleceu um esquema de propina para a contratação emergencial e para liberação de pagamentos a organizações sociais (OSs) que prestam serviços ao Executivo fluminense, especialmente nas áreas de Saúde e Educação.

O esquema criminoso foi descoberto após a apuração de irregularidades na contratação dos hospitais de campanha, respiradores e medicamentos para o enfrentamento da pandemia do coronavírus.

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