Ouça: Delegado regional de Russas, Flávio Rolim, da detalhes da prisão do pai e madrasta da pequena Esther

Após a prisão dos suspeitos da morte da pequena Maria Esther Rodrigues Correia em Natal, no Rio Grande do Norte, na tarde dessa quarta-feira (22), o delegado regional de Polícia Civil de Russas, Flávio Rolim, da detalhes de como ocorreu os fatos no outro estado.

Rolim exaltou os trabalhos da Policia Civil, do Poder Judiciário e do Ministério Público. “Foi um trabalho muito intenso, com os órgãos do Poder Judiciário e com o Ministério Público, que foram muitos diligentes na concessão das medidas, tanto medidas de interceptação, como mandados de prisão. Então foram muito diligentes neste sentido. Em menos de um dia a gente já tinha os mandados de prisões expedidos”, enfatizou.

Em relação ao trabalho rápido de se conseguir os mandados de prisão dos dois investigados, o delegado informou que a polícia se precaveu de uma possível fuga do flagrante. “Sabíamos dessa hipótese de que eles buscariam se livrar da prisão em flagrante e se apresentariam posteriormente, após o trânsito do prazo, mas foram presos em decorrência do mandado de prisão temporária”, afirmou Rolim.

Sobre a prática de crime de violência sexual, o delegado disse que vai esperar a conclusão das investigações. “Eu acredito que não é o momento da gente se manifestar a este respeito, porque seria interessante que a gente ouvisse os investigados sobre o que de fato aconteceu. Há essa suspeita, é um fator que tem sido ventilado ao longo da investigação e, no momento certo, no momento correto, a gente vai repassar essas informações, até porque são informações peculiares, tendo em vista que envolve uma criança”, disse.

O delegado revelou, ainda, que a polícia mantinha contato com um dos acusados e que eles sempre deram a versão de que a morte da pequena Esther foi em decorrência de uma queda. “Mantínhamos contato com a moça investigada e a tese que ela levantou é que não teria havido homicídio e que a criança teria caído da motocicleta”, comentou.

Os acusados da morte da pequena Esther são o pai da menina, Nemésio Correia Galvão Neto de 28 anos e a madrasta, Eduarda Ferreira Luis se 27 anos. A criança morava com o casal no bairro do Poço Redondo, em Russas e na última segunda-feira (20), após ser espancada por eles foi levada por volta das 18h daquele dia, ao Hospital e Casa de Saúde, onde eles deram entrada para atendimento médico, informando que a pequena havia se engasgado. A equipe médica verificou que Esther estava morta e com marcas de agressões por todo o corpo. O resultado do laudo do IML vai dizer se ela foi estuprada ou não, outro crime que poderá ter sido cometido pelo pai e pela madrasta contra a menina.

Ao ser preso, no final da tarde de ontem, o pai da pequena Esther sustentou a tese de que a morte da criança foi em decorrência de uma queda. De acordo com ele, ao ir em um supermercado em Russas, juntamente com a criança e a madrasta, ao passar em um quebra-mola a pequena teria caído da moto que conduzia e ele teria a atropelado.

O corpo da pequena Esther foi sepultado no final da tarde dessa terça-feira (21), na cidade de Russas, no Vale do Jaguaribe. O momento foi de muita comoção e aplausos.

Ouça áudio com a entrevista do delegado regional de Russas sobre a prisão dos suspeitos da morte da pequena Esther:

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