06/11/2019 0

Familiares e amigos das vítimas dos ataques aguardam que seja feita justiça. Antônio Carlos da Silva Barros, pai de Carlos Victor Menezes Barros, está ansioso pelo julgamento. O filho foi morto aos 22 anos. ‘Vitim’ era torcedor do Fortaleza Esporte Clube. Não tinha antecedentes criminais. Naquela sexta-feira, tinha ido à praia e, ao chegar em casa, avisou à família que iria participar de um churrasco na sede da Torcida Uniformizada do Fortaleza (TUF), no bairro Benfica, junto a um amigo, Adenilton da Silva Ferreira, o ‘Mascote’, que também foi executado a tiros. “Estou com depressão. Não vejo a hora que chegue o julgamento para eles (acusados) pagarem. Pelo que eu vejo dos outros casos, foi até rápido. Vejo outros casos que passam muitos anos impunes. O que eu mais quero no mundo hoje é que eles sejam condenados. Não posso mais trazer meu filho de volta. Então, o que eu posso é querer Justiça”, conta Antônio Carlos. Acusações Douglas Matias, Francisco Elisson e Stefferson Mateus são acusados pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) por homicídio, homicídio tentado e organização criminosa. Segundo a investigação, os três acusados pertencem à facção criminosa Guardiões do Estado (GDE). De início, a apuração apontava que a chacina teria ocorrido devido a uma rixa entre torcidas organizadas, mas, dias depois, a Polícia Civil divulgou que a motivação para o massacre foi a guerra entre facções rivais pelo território para o tráfico de drogas. Além de ‘Vitim’ e ‘Mascote’, foram mortos, naquele dia: José Gilmar de Oliveira Júnior, Antônio Igor Moreira e Silva, Joaquim Vieira de Lucena Neto, Pedro Braga Barroso Neto e Emilson Bandeira de Melo Júnior. Dentre os três sobreviventes está o professor Paulo Victor Policarpo, que chegou a ficar em coma induzido e agora lida com as sequelas dos ferimentos. Ele deve depor à Justiça hoje. Maria Valceli Oliveira Policarpo, a mãe, relembra que aquele foi o pior dia da vida dela. “Achei que ali tinha acabado tudo, mas Deus é maior. Desde que aconteceu isso, nossa vida mudou muito. Até hoje, ele (filho) ainda não se recuperou totalmente”. O processo sobre a Chacina do Benfica tramita em segredo de Justiça na 5ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza e faz parte do programa Tempo de Justiça – que visa acelerar ações penais de homicídios no Ceará. A reportagem solicitou entrevista ao MPCE sobre o caso, mas o órgão respondeu, em nota, que “os promotores se manifestarão apenas nos autos do processo e no plenário do julgamento”. A defesa dos réus não foi localizada.

Por admin

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